Química 2010-2012

Subprojeto de licenciatura: QUÍMICA
Coordenador de área do Subprojeto: MAISA HELENA ALTARUGIO
Bolsistas:
  • Aline Batista Viana
  • Caio Ferreira Santos Cardoso
  • Guilherme Buzzo Fernandes
  • Henrique Eduardo de Sousa Oliveira
  • Iris de Araújo
  • Jéssica dos Santos Souza
  • Murilo Wallace de Santana
  • Poliana dos Santos Mendonça
  • Rubens Arias Capitan Júnior
  • Valquíria Ferrari
  • Vicicius da Costa Almeida
  • Yuli Yamamoto Nakanishi
Plano de trabalho É de conhecimento dos professores de ciências o fato de a experimentação despertar um forte interesse entre alunos de diversos níveis de escolarização. Em seus depoimentos, os alunos também costumam atribuir à experimentação um caráter motivador, lúdico, essencialmente vinculado aos sentidos. Por outro lado, não é incomum ouvir de professores a afirmativa de que a experimentação aumenta a capacidade de aprendizado, pois funciona como meio de envolver o aluno nos temas em pauta.(Giordan, 1999)1.

No entanto, o uso de experimentos na escola, na maioria das vezes, restringe-se à execução de um conjunto de procedimentos que transmite ao estudante uma visão estática do fazer científico, além de uma “verdade” pronta e isolada, encerrando-se como um fim em si mesmo.

De acordo com as Orientações Curriculares Nacionais para o ensino de química, a contextualização, ao lado da interdisciplinaridade, prevê a abordagem de situações reais trazidas do cotidiano ou criadas na sala de aula por meio da experimentação, como adequada aos processos de ensino-aprendizagem. Nesse sentido “defende-se uma abordagem de temas sociais (do cotidiano) e uma experimentação que, não dissociadas da teoria, não sejam pretensos ou meros elementos de motivação ou de ilustração, mas efetivas possibilidades de contextualização dos conhecimentos químicos, tornando-os socialmente mais relevantes”2. Reforçando a idéia de que a finalidade da educação básica é assegurar ao educando a formação indispensável ao exercício da cidadania, Santos e Schnetzler (1996)3 consideram que a abordagem de temas sociais propicia ao aluno o desenvolvimento de atitudes e valores aliados à capacidade de tomada de decisões responsáveis diante de situações reais. Nesse sentido, sugere-se trabalhar, por exemplo, a partir de temas como poluição, recursos energéticos, saúde, cosméticos, plásticos, metais, lixo, química agrícola, energia nuclear, petróleo, alimentos, medicamentos, agrotóxicos, águas, atmosfera, solos, vidros, cerâmicas, nanotecnologia, entre tantos outros temas abordados, também, em livros paradidáticos, orientados para o ensino médio.

É na perspectiva de contribuir para uma educação científica que promova a formação de cidadãos capazes de fazerem uso de seus conhecimentos para participar, refletir e tomar decisões referentes às questões ligadas ao seu cotidiano, que propomos este projeto.

Neste projeto, os bolsistas PIBID se envolverão com o projeto pedagógico das escolas, com os professores e seus planejamentos, além dos estudantes, a fim de proporem intervenções pedagógicas que explorem atividades experimentais e os conteúdos científicos a elas associados, conectando-os a temas sociais relevantes tanto para o cotidiano das comunidades em torno da região do ABC, quanto nacionais e mundiais. Para favorecer e fortalecer a parceria escola –universidade, caberá ao professor supervisor da escola, participar das reuniões do PIBID na universidade, bem como dos colóquios e seminários que são propostos pela área na UFABC.