Matemática 2010-2012

Subprojeto de licenciatura em: MATEMÁTICA
Coordenador de área do Subprojeto: PLÍNIO ZORNOFF TÁBOAS
Supervisores:
  • Professor Amarildo Aparecido dos Santos – E.E Professora Inah de Mello
  • Professora Márcia Vieira - E.E Professor Oscavo de Paulo e Silva
Bolsistas:
  • Davi Ferreira Leite Monteiro
  • Diego Hernandes Moraes
  • Elvis Roberto de Freitas
  • Gabriela Bastos Gonçalves
  • Guilherme Luiz dos Santos
  • Lívia Denardi
  • Luana dos Santos Antunes
  • Nicolas Laur Oliveira Camara César
  • Renan Corrêa de Lima
Plano de trabalho Este plano de trabalho parte do pressuposto de que é muito comum as pessoas se sentirem desestimuladas para o aprendizado da matemática, uma vez que ela não é natural como bordões do tipo “Matemática, a Rainha das Ciências” tenta induzir. Ela é, sim, um construto humano tanto quanto a própria ciência moderna o é e, portanto, não énatural! Soma-se a esse desconforto o fato de que a evolução da matemática ocidental em dois mil anos estruturou um corpo lógico-axiomático altamente abstrato e pouco intuitivo na medida em que se consolidou o seu rigor formal. Dessa maneira, ela se torna pouco atraente para o leigo e especialmente bela para o especialista com treinamento técnico apurado e refinado. Não ocorre coisa muito diferente com outras áreas do conhecimento, muito menos com as ciências aplicadas. No entanto, quando desafios de transposição de obstáculos à apreensão de conceitos elaborados são vencidos com apoio de experimentação por parte do grande público, há uma espécie de redenção com o compartilhar desse conhecimento. Essa deve ser a inspiração para a redenção da matemática junto ao grande público, sem a necessidade extrema e única de torná-la útil em termos de produção convencional numa sociedade voltada para o desenvolvimento econômico e do consumo, mas também com a pretensão, por que não, de torná-la pertencente às pessoas como algo que as surpreende, as inspira, as emociona e as alegra.É assim que deve ocorrer com a transformação de conceitos matemáticos abstratos em experimentos concretos, tais como superfícies especiais, jogos e objetos surpreendentes que incomodem as pessoas e desloquem o foco de suas observações já condicionadas pelo convencional, privilegiando um novo olhar que possa acomodar novas sensações a partir da exploração de propriedades matemáticas profundas e essenciais que estão escondidas nas estruturas lógico-dedutivas do rigor formal.Nesse contexto se inserem os objetivos deste trabalho, no sentido de consolidar a formação continuada do professor num ambiente de trabalho colaborativo não somente entre aluno, escola e universidade, mas também na busca de ecos na comunidade a partir da aprendizagem e incorporação de técnicas que possam dar conta de concretizar ou mesmo fabricar os objetos matemáticos. Essa prática colaborativa amplificada pode romper com angústias no processo de aprendizagem e aproximar a matemática do processo de desenvolvimento de conhecimento universal e da cultura como um todo. Assim, pretende-se abrir um espaço para a formação continuada de professores e de graduandos através da reflexão sobre a matemática vista como pertencente ao construto humano.

Então, como objetivos para consolidação do subprojeto, temos:

  1. Criar objetos e experimentos matemáticos com materiais concretos que possam auxiliar o processo de aprendizagem de conceitos matemáticos;
  2. Tornar a matemática mais próxima das pessoas, não apenas como conjunto de conceitos abstratos, mas principalmente como algo que pode ser tocado e que emana beleza e surpresa;
  3. Envolver alunos de Licenciatura em Matemática com a realidade do processo de ensino-aprendizagem em curso nas escolas públicas e incentivá-los a tornar suas ações junto ao magistério objeto de reflexão e de desenvolvimento de pesquisa;
  4. Aproximar os professores das escolas conveniadas da universidade para (re)iniciar processos de formação continuada.